sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

AMOR DE VERÃO? PASSA HIPOGLÓS!!!

Verão, férias, sol, praia, lugares paradisíacos, corpos mais peladinhos e significativamente mais bronzeados, bebidinhas, música, tudo sem hora pra acabar e sem obrigação de acordar cedo no dia seguinte. Puta pano de fundo PERFEITO pra conhecer alguém. Essa combinação, aliás, é capaz de gerar ecatombes em qualquer organismo são - vide o filme "Amor Sem Pecado", de 2013, em que duas mães que são melhores amigas desde pequenas passam um verão na praia com seus filhos já "adultinhos" e, nessa mistura de sol, suor, paisagens bonitas e taças de vinho, acabam uma pegando o filho da outra. 



Só que depois, assim como acontece no filme, você pode ter que lidar com as CONSEQÜÊNCIAS da paixão de verão. Porque é claro que o lance pode ser simplesmente uma trepadinha com começo, meio e fim - que batem com o começo, meio e fim do pacote de férias que você pagou. Mas se a ideia é que seja mais do que isso (ou que essa parte seja bem resolvida), precisa tomar algumas precauções, que são tipo o protetor solar do sexo de verão. Até porque as chances de a pessoa ser de outro estado ou até outro país são grandes (e pra isso ter continuidade, a paixão tem que ser MUITO mútua e o bolso MUITO farto - mas já já a gente fala disso). 

O Fator Alfa elencou, portanto, algumas REGRAS BÁSICAS (inclusive de ETIQUETA) pras paixões de verão serem bem vividas. GO!

1- NÃO FICA CONTANDO LOROTA: não é porque vocês se conheceram no meio do nada e não tem ninguém do seu trabalho ou da sua família por perto pra desmentir história que você vai ficar inventando pastelaria pra se tornar mais "interessante". Nessas horas todo mundo tem uma quedinha por ser James Bond: "De onde vim? Para onde vou? Sou um mistério indecifrável!". Sem brincadeira, tem gente que aproveita o anonimato momentâneo pra mudar de profissão, abduzir marido, filhos e papagaio, ter feito viagens por lugares que só viu em cartão postal e por aí vai. Ok, pode ser gostosinho na hora, só que se você for pega(o) na mentira depois (ou durante, o que é pior), vai ficar com uma cara de TACHO TÃO GRANDE que vale mais do que qualquer queimadura de sol. Então pode até jogar um charme a mais no seu cotidiano na hora de falar de você, mas evita se metamorfosear em embaixador ou estilista famosa. Essas mentirinhas são meio difíceis de sustentar.

2- SE VOCÊ TEM RELACIONAMENTO NA "VIDA REAL", FALA: nessas ocasiões, muita gente não liga de ficar com alguém que namora, tem noivo ou até marido - porque a terceira pessoa tá longe e o lance muito provavelmente não vai subir a serra. Mas como tem gente que, sim, tem uma ética FERRADA com relação a essas coisas, melhor deixar a verdade "escapar" ainda nas preliminares - pista de dança, mesa de bar ou roçando as costas no coqueiro  -, pra evitar más surpresas. E caso a pessoa seja da mesma cidade de origem que você, isso é mais CRUCIAL ainda. Senão é capaz de vocês se esbarrarem numa esquina, dia desses, e a fulana ou o fulano chegar na maior intimidade, pegando na cintura e beijando o cangote, pra depois ver, logo atrás de você, o cara que você namora há 5 anos com o queixo caído ou seu marido/esposa aos prantos e três filhos com a língua grudada no sorvete, sem entender nada. 

3- PARA DE ACHAR QUE É  A CINDERELA: isso é mais pra mulher porque homem já tem uma consciência mais apurada quando o lance é entender que cu de pato não é gaveta. Já as mulheres são umas atormentadas nesse sentido: se conhecem um cara e vivem um romance tórrido nas areias das férias, é MUITO provável que carreguem a paixão na mala por MESES. Então vamos lá: NÃO EXISTE CONTA DE FADAS, CAZZO. Pode ser que as coincidências sejam tantas que essa paixão suba, sim, a serra - vocês são os dois solteiros e desimpedidos, moram na mesma cidade ou em cidades próximas, ficaram reciprocamente encantados um com o outro e ainda por cima se deram bem a menos de 40 graus, quando conheceram e passaram a conviver com o cotidiano de um e outro. SIM, PODE ACONTECER (e o Fator Alfa acredita no amor!). Mas a probabilidade de não ser NADA DISSO é muito grande, então, se nos primeiros dias de "volta à realidade" você já percebe que o ser ESFRIOU e não tá mais tão a fim (ou NADA a fim), faça-se o favor de DEIXAR PASSAR. Aprenda a compartimentalizar as coisas na sua cabeça pra não ficar sofrendo tanto depois. Se você escolhe viver histórias, tem que saber lidar com as escolhas, né não?

4- SE QUEREM CONTINUAR, PREPAREM O BOLSO E A PACIÊNCIA: tem também paixão de verão que sobe a serra, mas chega no alto da serra e um mora em Uberlândia, a outra em Manaus. Os dois estão apaixonados, certos de que encontraram sua cara metade? Tudo bem, amiguinhos, só que preparem o bolso pra pagar as passagens ao longo do ano e, principalmente, se preparem pro SACO que é viver relacionamento à distância. Acreditem, já ouvimos INÚMEROS depoimentos de pessoas que vivem namoros e até casamentos desse jeito. A conclusão é unânime: é o CÃO. Os dois precisam ser muito bem resolvidos, com vidas próprias arquitetadas, segurança em dia e uma individualidade bem trabalhada pra não cair naquele erro de passar a vida em função das datas em que vocês vão se ver - e achando que o resto do tempo é só o que separa vocês do próximo encontro - e, principalmente, entrando em crises de obsessão e neura pensando no que o outro está fazendo toda hora... E com quem!

E pra qualquer efeito nocivo ou assaduras no pós-sol, lembrem-se do querido Hipoglós. Ele sempre ajuda.    

5 comentários:

  1. Ismael Araujo, para o seu governo Amor de Verão sobe a serra, sim! Tive um relacionamento que durou 2 anos e alguns meses e foi maravilhoso. Só não deu em casamento porque a mãe dele tinha um pensamento preconceituoso como o seu. Gosto da sua forma realista de falar, mas às vezes você exagera nas opiniões. Eu moro na praia (ainda moro) e ele morava em São Paulo. Vivemos dois anos maravilhosos, repito.

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  2. Olá, Ismael.

    Te vi na Tv Gazeta. Acompanhei o debate perguntando se amor de praia sobe a serra. Ouvi sobre este blog. Alguns cliques e eis-me aqui.

    Comentando o tema:

    O amor na praia é possível. Amor de verdade acontece em qualquer lugar.

    Ele pulsa forte no peito quando dois olhares se veem. Ver observando com o coração, e não apenas com o olhar comum de olhos que vagueiam sem enxergar o que há de especial dentro do seu foco.

    É atração de pelo e peles, mas também de alma.

    Não está preso ao clima litorâneo, ou qualquer outro clima. Não usa de fingimentos. Não conhece o interesse egoísta que pede prazer sem entregar-se prazerosamente. Não é só aventura.

    É mais que uma “apaixonite crônica”, mais que a pobre ilusão adolescente de estar dentro da novela açucarada e bobinha repetindo “eu te amo”.

    É escolha consciente de querer bem outra pessoa, voluntariamente se fidelizar a alguém independente do lugar e da estação do ano em que os dois corações se conheceram. É sobrevivente da rotina, é sobrevivente do marasmo.

    Abraço.

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  3. Cara fala serio....quanta gente CARENTE!!!buscam o amor em tudo o que e lugar ,se bobear ate no inferno...tudo pra poderem preencher seu vazio e suas fraquezas..buscam aqui e ali algo vago e futil ao inves de buscarem em si mesmos .....antes de descer ou subir a serra atras de coisas ou relacionamentos passageiros amem-se....sejam auto-suficientes!!!!!CARENTES

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  4. O amor só sobe a serra e a "serra" se for de verdade caso contrário é só ficassão mesmo e tiração de onda o importante é viver agora ficar sofrendo por conta de amores q não sobe e nem desce a "serra" ah fala sério assim não dá! kkkk

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  5. Há 25 anos meu amor de verão subiu a serra e casou-se comigo. Tivemos duas filhas, ficamos juntos por quase 11 anos. Acabou porque como boa sagitariana, jaulas me sufocam, minha parte égua precisa cavalgar por aí. Beijos Ismael e Bianca.

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